A escola segundo Augusto Cury

Muitos alunos não amam
o Saber porque ele é
transmitido sem tempero,
sem emoção!

Segundo o psiquiatra e autor best-seller brasileiro Augusto Cury, a esperança do mundo está sobre os ombros da educação. Infelizmente, a educação é frequentemente geradora de muito stress e ansiedade. As salas de aulas estão superlotadas, as aulas tornam-se frequentemente entediantes, os professores têm dificuldade em ensinar e os alunos andam muito desmotivados, aprendendo muito pouco de verdadeiramente sólido e duradouro. O ensino está em crise!
Augusto Cury tem, ao longo de várias obras, proposto uma série de ideias para minorar o estado lastimoso da situação (que não é um problema unicamente português).
Eis algumas pistas para ajudar a criar motivação e interesse pelas aprendizagens nos nossos alunos:

1º Apostar numa Educação Participativa. Objectivamente pretende-se evitar que os alunos aprendam de forma passiva, pegando na memorização intensiva para usar nas avaliações. Os professores devem provocar o diálogo, injectar curiosidade, promover o interesse pelas diferentes matérias. A transmissão simples e directa de assuntos é perniciosa. É preciso que os alunos sejam envolvidos podendo expressar as suas ideias, opiniões e sugestões. As matérias dadas não podem ser opacas! É um grande desafio para os professores.
2º A postura dos professores deve facilitar a exposição dialogada. Os professores não devem apenas ser veículos de transmissão de saberes. Têm de aprender a estabelecer a comunicação nos dois sentidos com os alunos, evitando os monólogos por mais de 3 ou 4 minutos. Devem incentivar os alunos a fazerem perguntas!
3º O ser humano gosta de ouvir contar histórias. As matérias escolares devem ser acompanhadas de relatos de casos da vida real para que os alunos façam uma ligação com a vida dos autores que fizeram a História, a Ciência, a Arte e a Política evoluir. Churchil não foi apenas o líder dos aliados na luta contra Hitler. Ele teve uma história de vida muito curiosa. Por exemplo, ele era um aluno um bocado irrascível mas chegou a receber mais tarde na vida o Prémio Nobel da Literatura. Muitos professores deveriam fazer cursos de "Como Falar em Público" e depois ensinar isso aos alunos.
4º Reconstruir o rosto do Conhecimento. Esta técnica é o seguimento do ponto anterior. Significa reconstruir o clima emocional em que os diversos personagens reais da História, das Ciências, da Arte e da Política actuaram. Assim, os alunos ficam a gostar das aulas pois elas deixam de ser insípidas, sem rostos, sem vida.
5º Saber elogiar os alunos, evitando a crítica banal e pública. Para muitos alunos, a chamada de atenção frente aos colegas pode fazer desmoronar a sua auto-confiança e até a auto-estima. Criticar sem valorizar os alunos trava a sua inteligência!
6º Cruzar o mundo do ensino com o dos alunos! Em muitas escolas existem três instituições distintas e separadas por grandes barreiras: o mundo dos alunos, o mundo dos professores e o mundo da escola (seus anexos administrativos, etc.). Isto tem de ser demolido. Não pode haver tanta separação. Ninguém perde autoridade se houver permuta, partilha, ligação. A autoridade que melhor se impõe é aquela que é naturalmente reconhecida. Muitos professores, alunos e funcionários das escolas deveriam aprender técnicas de liderança!
7º Desenvolver a emoção e a arte de gerir o pensamento! Não importa a quantidade das matérias dadas mas a qualidade do que se ensina e como se ensina. A educação deve ser multifocal, não apenas académica. É necessário que os professores desenvolvam essa arte.

O ensino do futuro

Numa sociedade em profunda transformação, os professores são também obrigados a adaptar-se, mudando de atitude relativamente ao exercício de ensinar. Embora marcada por grandes avanços tecnológicos, a sociedade deverá tornar-se cada vez mais humanista. Os professores têm de aprender a ver cada aluno como um todo singular onde se escondem, por vezes, potencialidades incríveis. Têm de ser criativos e inovadores para serem capazes de libertar também o espírito criativo dos alunos.
Os professores devem assumir-se como autênticos agitadores das mentalidades, lutando contra o conservadorismo, o conformismo, o cinzentismo e o comodismo que a educação tradicional tantas vezes provoca nos mais novos.
A escola do futuro será uma escola onde se aprenderá a pensar, a filosofar e a criar.
Instituto da Inteligência
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Sabia que os novos dados existentes sugerem que as crianças nascidas através de cesariana são mais inteligentes? (informação prestada pelo neurocientista Michael S. Gazzanica, presidente do Instituto de Neurociência Cognitiva, fundador da Cognitive Neuroscience Society, com uma brilhante carreira de ensino e investigação na Universidade da Califórnia, Cornell University Medical College, New York University Graduate School e outros estabalecimentos; autor de numerosos livros de divulgação).

Nas sociedades agrícolas os filhos são considerados um bom investimento enquanto nas sociedades desenvolvidas são considerados uma despesa (estudo da Universidade de Hong Kong).

O dever de obedecer sempre à autoridade é um dever escravizante. O dever de obedecer sempre à inteligência é, pelo contrário, libertador.

É preciso acostumar as crianças a cumprirem o seu dever e acrescentar que é a sua inteligência que lhe indicará, em cada momento, qual é esse dever (sugestão do pedagogo e filósofo espanhol José António Marina).

Universidade da Criança / Instituto da Inteligência


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Com a participação do Instituto da Inteligência Algarve


20. Como fazer meu filho feliz?

Um abraço faz o meu filho feliz. Um novo brinquedo também o faz feliz. A felicidade pode-se quantificar?
A felicidade é um sentimento geral de bem-estar, prazer e harmonia com a vida. Pode ser feita de instantes de alegria como pode ser uma construção mais ambiciosa e duradoura. A quantificação dos sentimentos como a felicidade pode ser realizada por cada um conforme as suas expectativas e ganhos atingidos.

Existem diferentes felicidades? Existem duas felicidades iguais?
Podemos dizer que existem estados de felicidade que se exprimem através de diferentes sentimentos. Não há felicidades iguais pois até mesmo quando duas pessoas se sentem felizes por se terem casado, por exemplo, cada uma vive, sente e exprime a felicidade de forma diferenciada.

A felicidade mede-se pelo grau de satisfação / insatisfação da criança?
Nas crianças, como nos adultos, a felicidade pode medir-se pelo grau de bem-estar e realização (pessoal e social). Ela resulta de uma auto-avaliação que leva em conta os desejos, os projectos de vida e aquilo que as pessoas ambicionam alcançar. Pode-se ser feliz com muitas poucas coisas, como ser-se infeliz rodeado de recursos e possibilidades.

Quais os padrões que se podem estabelecer para «medir» a felicidade?
Essencialmente esses padrões devem envolver a saúde (bem estar biológico, psicológico e social), a capacitação para tirar partido dos seus recursos pessoais (inteligência, auto-motivação, talento, etc.) e sentimento de aceitação, afectividade e reconhecimento por parte dos outros.

Esses padrões mudam no tempo – os adultos podem comparar se são mais ou menos felizes, devido às vivências, do que gostam e do que já sabem que não gostam, do que lhes dá ou não satisfação. Numa criança (com menor vivência e num processo de aprendizagem e gestão de emoções) como se analisa essa felicidade?
O sorriso constitui uma interessante medida da felicidade nas crianças. A criança infeliz, triste ou desamparada raramente sorri. O sorriso genuíno, aquele que até os olhos o exprimem, estando geralmente presente no dia-a-dia da criança, significa que se sente bem e que está bem consigo e com o mundo.

O bem-estar emocional é a única medida padrão da felicidade da criança? Que outras podem ser apontadas?
O bem-estar inclui também o equilíbrio das funções orgânicas, gozar de saúde, o sentir-se reconhecida e aceite pelos outros e o perceber as suas possibilidades e recursos. Claro que tudo isso resulta em satisfação emocional e, em última instância, sentir-se feliz é perceber esse prazer.

Qual a melhor forma de estabelecer limites e repreendê-la sem ser demasiado severa?
Desde muito novas as crianças devem compreender e aceitar os limites da sua autonomia. Elas devem crescer em liberdade com o direito a exprimir as suas ideias, desejos e vontades. A sua personalidade vai-se desenvolvendo através de uma educação que lhe permita tirar partido dos seus recursos pessoais e que ao mesmo tempo lhe abra as pistas para o desenvolvimento do carácter, do sentido crítico e da noção da responsabilidade. Durante a infância e a adolescência a personalidade constrói-se através do esforço de aprendizagem na relação com os outros (família, amigos, sociedade em geral, etc.).

Qual a melhor forma de regular o comportamento do meu filho, sem recorrer aos castigos? Quando necessário, que tipo de castigos são mais aconselháveis, e quais os proibidos?
As emoções que controlam os comportamentos das crianças são educáveis. Uma boa educação deve por um lado respeitar a inteligência e a autonomia da criança e ao mesmo tempo incutir-lhe hábitos, atitudes e escolhas saudáveis e justas.
O castigo físico é assassino e amordaça a criança gerando uma série de problemas que perdurarão no futuro. As crianças são seres inteligentes e aprendem muito bem a dialogar, a conversar e a pensar bem. Muitos pais não exercitam esse tipo de educação. Mais tarde virá o dia em que se apercebem que os filhos se tornam irascíveis, impetuosos, agressivos e incapazes de manifestaram comportamentos socialmente equilibrados. Muitas crianças tidas como hiperactivas, por exemplo, são apenas crianças que não aprenderam a controlar os seus impulsos. São falsos hiperactivos.


Que tipo de actividades devo partilhar com o meu filho, de forma a aumentar a cumplicidade e os laços entre ambos, e qual a melhor forma de estimular a sua auto-estima?
São muitas mas as mais decisivas e duradouras são a afectividade inteligente dada com equilíbrio (sem excesso de protecção), a atenção, a generosidade, o carinho gentil, a garantia de segurança (psicológica, física, social), a libertação dos talentos e dos seus outros recursos pessoais (criatividade, comunicação, etc.), a aprendizagem para uma autonomia responsável e o desenvolvimento do sentido crítico e justo.

Assertividade, autonomia, segurança, afecto… Com base nestes conceitos quais as doses certas para cada um deles de forma a garantir-lhe felicidade? Eles são sempre garantia de felicidade?
A felicidade é essencialmente uma construção pessoal e depende muito mais do próprio do que dos outros. O papel dos pais é garantir condições para que a felicidade dos filhos seja também um trabalho deles mesmo e não apenas do que lhes garantirem (alimentação, roupa, brinquedos, diversões, cursos, etc.).

Um novo irmão ou irmã ajudam a que uma criança seja mais feliz, ou há o risco de poder sentir-se preterida, ou mesmo de rivalidade entre irmãos?
Tudo é possível. O factor idade também conta. As crianças podem ver um rival num irmão mais novo, pelo menos nos primeiros anos. Caberá aos pais saberem dosear a expressão dos seus afectos de forma que a mais velha não se sinta nunca preterida.

Os pais devem evitar discutir na frente dos filhos?
Devem de todo evitar discutir mas não devem ter medo de conversar junto dos filhos assuntos que, não sendo melindrosos nem excessivamente íntimos, podem até servir para incutir o diálogo, abrir os horizontes mentais das crianças e torná-las mais assertivas. Assim, elas também aprenderão a conversar e a abrirem-se com os pais.

Que tipo de assuntos devem permanecer abertos à discussão em que a opinião da criança seja tomada em conta?
Em geral pode falar-se de tudo aquilo que diga respeito à criança e que a não deixe confusa ou amedrontada. As crianças têm opiniões e estas devem ser ouvidas, conversadas e analisadas respeitando obviamente as limitações que a idade e o nível de desenvolvimento menta possam impor.

O excesso de regras pode deixar o meu filho infeliz, ou uma rotina de horários estabelecida faz com que uma criança se sinta mais segura?
A rotina, neste caso, é uma boa estratégia pois a criança habitua-se aos procedimentos e aceita facilmente realizar os seus deveres. O excesso de regras pode ser útil numa prisão mas nunca numa casa de família.

Quais são os sinais de indicam que o meu filho está feliz? E os que me dizem que está infeliz?
Um simples sorriso pode não indicar felicidade, como o choro pode não ser infelicidade… Esses indicadores podem ser, por exemplo, o sucesso escolar? A timidez? Perturbação do sono?
São vários os sinais que podem indicar um estado emocional negativo numa criança. A ansiedade é um dos primeiros. Ela revela frequentemente insatisfação, medo, dúvida, intranquilidade ou outro tipo de desconforto, nomeadamente físico e orgânico. Perturbações de sono, tiques, agitação anormal, impulsividade, manifestações agressivas sugerem sempre um mal-estar.

Quando o meu filho pede um presente de maior valor, devo oferecer-lho logo que possa ou esperar pela próxima ocasião que o justifique, por exemplo, um aniversário ou o Natal?
A gestão dos presentes é cada vez uma necessidade nestes tempos de consumismo desenfreado. Os presentes devem assinalar um momento especial: um aniversário, um feito nobre, um sucesso na escola, um prémio por algo merecedor de uma distinção, mas não mais do que isso. Há crianças que têm os quartos cheios de brinquedos a que não prestam a mínima atenção pois tornaram-se banais. Perderam todo o sentido para elas.

Os jogos de vídeo podem fomentar o seu isolamento, ou desenvolvem a sua mente?
Podem fomentar as duas coisas ou mais: fomentam o isolamento, o sedentarismo e o egoísmo. O que ganham no desenvolvimento da mente não compensa o que perdem nos outros domínios. Por outro lado, muitos dos jogos, quando a criança já os domina, já não exercitam o cérebro.

De forma geral, que tipo de acontecimentos na vida de uma criança têm mais probabilidade de a afectar negativamente e deixá-la infeliz?
Em geral são as perdas, o desamparo, o abandono, o enfraquecimento da auto-estima, problemas de auto-imagem, a rejeição, o estrangulamento da sua criatividade e a perda de autonomia. Estes e outros acontecimentos são interdependentes e alimentam pensamentos e sensações negativas que vão gerar um sentimento de infelicidade prolongado ou até mesmo crónico dado que ficam registadas na memória, muitas vez na memória não consciente e funcionando como gatilhos para comportamentos desajustados ao longo da vida.
(Texto retirado da entrevista à revista HAPPY WOMAN concedida pelo neuropsicólogo Nelson S Lima, Instituto da Inteligência).

19. Uma mente brilhante

PARTE UM

Um dia conheci um menino que na ocasião tinha 4 anos de idade. Franzino, destacavam-se nele uns olhos muito vivos e um comportamento bastante amadurecido. Trazia uma pequena enciclopédia de astronomia quando entrou no meu gabinete.

Foi a criança que, até hoje, mais me surpreendeu pelas aptidões intelectuais que revelava. Além de demonstrar um conhecimento muito diversificado de matérias, o que lhe assegurava uma extraordinária cultura geral, exibia uma invulgar capacidade de raciocínio. Conversar com ele mostrou-se uma experiência deliciosa. A sua linguagem era fluente, rica de vocabulário e muito expressiva.

A dado momento perguntou-me se eu sabia qual era o maior perigo que o planeta Terra atravessava. Alertou-me logo que eu deveria pensar em algo mais afastado no tempo do que os anos próximos; ele referia-se ao futuro da Terra enquanto astro. Percebi de imediato que dar uma resposta como “aquecimento global”, “poluição” ou “guerra mundial” talvez não fosse o que ele esperava.

Curioso, respondi-lhe com uma pergunta: “O que é que te preocupa?”. Percebeu a minha estratégia e esclareceu-me de imediato que andava a investigar como a Terra iria desaparecer. Pensei logo nas várias possibilidades que têm sido colocadas pelos cientistas: uma colisão com algum objecto gigante do espaço, uma catástrofe natural de dimensões inimagináveis, o definhamento do próprio planeta, etc. Voltei a fazer-lhe uma outra pergunta: “Qual é a tua teoria?”.

O miúdo, vendo o meu interesse, reagiu de imediato com uma resposta que me iria deixar boquiaberto: “A Terra vai afundar-se no Espaço!”... “Como?!” – retorqui. Confesso que nunca ouvira falar de tal coisa. E insisti, já cheio de curiosidade: “Ora explica-me isso. Onde aprendeste essa teoria?”. Resposta imediata: “Em lado nenhum. Fui eu que criei essa teoria!”.

Recostei-me na cadeira, respirei fundo. Rebobinei o filme todo: à minha frente tinha um miúdo de 4 anos e 2 meses de idade que me informava ter uma teoria sobre o fim do planeta Terra! Só me restava continuar. “Ok, sou todo ouvidos.” - disse-lhe.

Para encurtar a história: o menino, que adorava astronomia e muitas coisas mais, encantado com a história do Universo, do nascimento e da morte dos astros ao longo dos tempos, defendia que a Terra sairia da órbita do Sol por “excesso de peso”, o que empurraria o planeta para “o fundo do Universo”. Ou seja, um dia, no futuro, e por força do aumento da população humana, a Terra começaria lentamente a afundar-se no Espaço desprendendo-se da força de atracção do astro-rei!

Cientificamente, a sua teoria não era credível. Penso eu. Mas, o que me fascinou na criança, foi a elaboração mental realizada. Devo dizer que simplifiquei esta história pois a conversa foi bem mais prolongada e envolveu uma acérrima argumentação por parte do miúdo acompanhada de uma série de “evidências científicas”.

O que retenho desse dia foi a extraordinária capacidade de raciocínio, os conhecimentos demonstrados e a perspicácia da argumentação de uma criança com apenas pouco mais de 4 anos de idade.
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PARTE DOIS
Passaram-se cinco anos. Com 9 anos de idade, recuara na sua “teoria” e aprendera a travar as suas ideias “amalucadas” (para usar a expressão de uma professora). O mundo, conforme a escola o estava a ensinar, era feito de realidades concretas e lógicas e que ele deveria aprender de forma organizada para se tornar numa pessoa culta. Apaziguou a sua mente fervilhante de ideias e travou os impulsos criativos. Deixara de explorar caminhos incertos, perdera a arte de questionar. Era um aluno “certinho”, “obediente”, “bem comportado”, aberto ao conhecimento aprovado pelos sábios da Educação. Aprendera também a reprimir pensamentos. Oxalá não se tenha perdido um futuro génio.
Texto de Nelson Lima

Há mais vida para além dos Magalhães!

O primeiro-ministro liderou a uma mega-operação de distribuição de computadores portáteis e anunciou o alargamento do programa governamental que visa facilitar o acesso a computadores e à Internet aos alunos do segundo ciclo. Os estudantes do 5.º e 6.º ano “podem optar pelo programa que mais lhes convém nas mesmas circunstâncias que os restantes alunos”, disse José Sócrates, na escola EB1 Padre Manuel de Castro, em São Mamede Infesta.
Não nos deixemos hipnotizar!
Os computadores MAGALHÃES e todo o folclore criado em torno deste projecto não nos devem fazer esquecer que o ENSINO continua muito afastado da realidade social de hoje. Não é um computador que vai tornar uma criança melhor e mais expedita. O computador é apenas uma ferramenta de trabalho. Nada mais.
Não nos deixemos fascinar pelos holofotes do espectáculo mediático que foi montado e concentremo-nos na revolução de que o ensino necessita. A escola continua incapaz de responder aos desafios culturais e académicos de um mundo que já está na ERA DO CONHECIMENTO. Saber pensar bem, saber filosofar, saber exercer a auto-crítica, saber gerir o conhecimento são actividades mentais que os computadores não ensinam. Não nos esqueçamos que o mundo está a ser reinventado! Todas as regras do saber viver mudaram.
Nelson S Lima

18. A felicidade dos nossos filhos

A educação actual força-nos a aprender cada vez mais olhando o mundo em volta: ler livros, ouvir professores, acolher os conselhos dos pais, imitar os outros, seguir os líderes. Ao fim de um tempo, as nossas aprendizagens tornam-se num depósito acumulado de coisas que recolhemos no exterior de nós mesmos.

Passamos a vida olhando para fora. Usamos muito os olhos e os ouvidos. A nossa memória está repleta de mensagens que os sentidos captaram. Mas quase nada aprendemos a olhar para nós mesmos, para além do cabelo e da pele que nos cobre e protege o corpo.

Uma lenda indiana diz que Deus escondeu a felicidade no sítio mais inacessível do Universo: não no fim do Mundo, não na montanha mais alta, nem tão pouco nos abismos marinhos. Escondeu-a dentro de nós mesmos. É lá que ela reside desde que nascemos e por isso quanto mais nos concentramos no mundo que nos rodeia menos somos capazes de perceber que o nosso bem-estar, o nosso equilíbrio, a nossa harmonia, enfim, a nossa felicidade está cá dentro, tem de vir de dentro para fora e não no sentido contrário. Por muito que olhemos ao espelho não a detectamos. Por muito que aprendamos nos livros não a descobrimos ali. E, assim, distraídos numa sociedade que é cada vez mais cheia de imagem e cor, não nos ocorre que as primeiras e mais importantes aprendizagens devem ser acerca de nós próprios. A escola não nos ensina a pensar sobre nós. Não nos ensina a praticar o auto-conhecimento. Por isso e muito rapidamente começamos a seguir os outros, a imitar os outros. O nosso Eu, em vez de se expandir, fica restringido a um punhado de algumas ideias, por vezes vagas, de quem somos.

Ensinemos pois aos nossos filhos a pensar sobre eles próprios, sobre os seus sentimentos e pensamentos para que possam crescer autoconhecendo-se, expandindo a mente e a inteligência, desenvolvendo um auto-conceito forte e saudável. E, já agora, façamos o mesmo. Talvez descubramos que sabemos ainda muito pouco sobre quem somos, realmente.
Instituto da Inteligência
1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência
EDUCAÇÃO E O HOMEM DO FUTURO
25 Outubro 2008

O "Código da Inteligência" de Augusto Cury

A presença de Augusto Cury como orador no 1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência vai também servir para o lançamento do seu novo livro O Código da Inteligência.

A generalidade dos peritos define a inteligência humana como uma capacidade geral para raciocinar, solucionar problemas, pensar no abstracto, compreender ideias, organizar reacções e aprender. É a inteligência que nos autoriza a registar e a gerir a informação, a criar e desenvolver conhecimentos e a inventar possibilidades – elementos, afinal, determinantes da civilização e do progresso.

Para que tudo isto seja concretizável, a inteligência socorre-se da percepção, da atenção, da memória, do pensamento criativo, do autocontrolo, da adaptação social e até da motivação para a tomada de boas decisões. Assim, a prática da inteligência resulta da aplicação de uma série de recursos não apenas intelectuais mas também emocionais, sentimentais, volitivos e sociais.

Podemos assim perceber que a inteligência deve ser entendida não tanto como uma estrutura cognitiva abstracta e independente, possível de ser isolada em laboratório para um melhor estudo, mas mais como uma expressão de comportamento e, por conseguinte, uma manifestação da personalidade.

É aqui que O Código da Inteligência nos vai surpreender com a revelação de um conjunto de ideias-força muito úteis sobre o melhor uso que poderemos fazer dos nossos recursos íntimos onde se inclui a fabulosa, mas tantas vezes desprezada, capacidade de aprender.

Ler este novo livro de Augusto Cury será também encetar uma viagem fascinante pelas diferentes paisagens da nossa psique onde se incluem os intrigantes bastidores da mente e as grandes forças emocionais que tanto influenciam os nossos comportamentos no dia-a-dia, sejam nas actividades de pura rotina sejam nas situações mais críticas e desafiadoras dos nossos limites.

Numa linguagem simples mas cientificamente rigorosa e com o recurso a exemplos e casos da vida real, Cury, além de provocar generosamente a nossa capacidade de reflexão, permite-nos assim expandir não apenas a consciência sobre nós mesmos como sobre o mundo extra-psíquico que nos influencia e sobre o qual somos igualmente capazes de agir.

Finalmente, em O Código da Inteligência, são sugeridos numerosos exercícios práticos e de fácil execução para o treino, estimulação e musculação de diferentes habilidades que podem facilitar os leitores a superarem-se e até mesmo maravilharem-se com as muitas possibilidades de uma utilização simultaneamente mais racional, mais criadora e mais encantadora da inteligência.

Explicações, para quê?

A ministra da Educação considerou que a dependência das explicações em Portugal é uma situação de «Terceiro Mundo» que há muito se verifica em Portugal. Ouvida pela TSF, Maria de Lurdes Rodrigues disse que foram colocadas em prática medidas para que os alunos possam ter toda a sua aprendizagem na escola. Em média, as familias gastam cerca de 119 euros mensais em explicações, algo que se tornou num grande negócio. Ler mais...

As salas de aulas são, em geral, sítios absurdos!

A maioria do trabalho remunerado no mundo capitalista é obtido nas empresas. Elas constitutem a principal fonte de rendimento de muitos milhares de milhões de pessoas. As empresas - públicas ou privadas - vivem actualmente num agitado período de revolução.
Quem estiver a par dessa realidade, verificará que o mundo do trabalho está, por conquência, em evolução. Muito rápida, aliás.
As empresas têm de ser muito mais rápidas a decidir, a inovar, a adaptar-se a novos concorrentes, a novas formas de comunicação, a consumidores mais informados e exigentes, a restrições mais severas (nomeadamente ao nível ambiental), etc.

Por tudo isto, o famoso consultor empresarial Tom Peters descreve o nosso tempo como a "Era Perturbadora" onde muitas das nossas ideias, crenças, práticas e atitudes perante o trabalho estão a necessitar de uma revisão urgente!

REinventar a Educação! URGENTÍSSIMO!

O que se está a passar na vanguarda do mundo está a exigir que a educação seja profundamente alterada. Não com reformas, mas com uma autêntica revolução. É o sector mais atrasado da sociedade. É aquele que tem mais dificuldade em evoluir.

Voltando a Tom Peters. Escreve ele "Eu imagino (aspiro) a um sistema de ensino que reconhece que aprender é natural, que o amor pela aprendizagem é normal e que a verdadeira aprendizagem é apaixonada". Um curriculo escolar que valoriza as perguntas mais do que as respostas...a criatividade acima da regurgitação de factos...a individualidade acima da uniformidade...e a excelência acima do desempenho padronizado".

"Ora, diz ele, o sistema escolar é uma CONSPIRAÇÃO mal disfarçada para eliminar a criatividade". Mais: O SISTEMA DE EDUCAÇÃO É UMA ORGANIZAÇÃO DE SEGUNDA CATEGORIA, ESTILO FÁBRICA, A DEITAR CÁ PARA FORA INFORMAÇÃO OBSOLETA DE FORMA OBSOLETA!

Também Jimmy Breslin, colunista da Newsday, no seu estilo aberto e arrojado, vai mais longe e confessa: "Quando passo por uma CADEIA ou ESCOLA tenho pena das pessoas que estão lá dentro!".

O sistema também enferma de programas obsoletos. Já anos antes o genial Alvin Toffler escrevera que "as escolas não estão conectadas ao futuro dos miúdos por quem são responsáveis". Metade daquilo que as crianças de hoje andam a aprender no 1º ciclo da escolaridade vai ser facilmente executado por robots quando elas forem adultas.

Mas pior ainda é que, de acordo com a opinião de Frank Smith, líder do pensamento educacional e autor do belo livro Insult to Intelligence, "a bomba-relógio em todas as salas de aulas é que os estudantes aprendem exactamente o que lhes é ensinado. DESENCORAJA um grande número de seres humanos de explorarem as coisas de que eles possam realmente gostar" e de que a sociedade do futuro (para onde eles caminham) vai exigir!
Nelson Lima (breve enxerto da sua intervenção no 1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência).

Cursos para Pais!

Deslocamo-nos a todo o País!

A sociedade está a mudar vertiginosamente. No novo século as transformações estão a acelerar. Valores, princípios, normas e modas influenciam novos estilos de vida e o germinar de novas ideias para a educação no seio familiar. A sociedade está pois em mutação quase tectónica e temos de perceber as suas nuances para nos mantermos como pais autenticamente modernos e equilibrados!

Estilos de Vida e Felicidade
O estilo de vida que adoptamos depende muito da nossa personalidade, da nossa inteligência e da nossa educação. O estilo é determinado pelas preferências e potencialidades disponíveis. Mas ele influencia de forma determinante a nossa saúde, a nossa produtividade e a capacidade de alcançarmos os nossos objectivos. O estilo de vida tem um papel vital na construção da felicidade. Saiba como.

A personalidade: conheça melhor os seus filhos!
O eneagrama é um sistema muito antigo de observação e estudo da personalidade humana e que está actualmente a merecer a atenção de um número crescente de especialistas e psicólogos. O eneagrama permite descortinar a existência dos múltiplos tipos de personalidade e dos seus pontos fortes e pontos fracos ajudando-nos a ajustar as nossas atitudes e comportamentos a cada situação ou pessoa em particular. É, por isso mesmo, um óptimo instrumento de auto-ajuda para con-hecermos ainda melhor os nossos filhos e a sua evolução ao longo dos anos.

Estimule a sua Memória e a dos seus filhos!
A memória é uma estrutura complexa, vital para a nossa vida. Através da memória reconhecemo-nos no nosso passado e percebemos a existência do tempo. Nela se fixam os saberes através das aprendizagens e da experiência. Saiba como poderá ajudar os seus filhos a aprenderem melhor através do uso adequado da memória multifocal!

Ginástica cerebral para a saúde e a longevidade!
A neuróbica reúne um conjunto de exercícios muito divertidos para se obrigar o cérebro a fazer ginástica. O cérebro contem mais de 900 mil milhões de células sendo que 100 mil milhões são neurónios! Precisamos de o manter activo não apenas com aquilo que habitualmente fazemos (estudar, pensar, ler, cantar, passear, etc) mas necessitamos igualmente de o "desbloquear" das rotinas que o tornam, às vezes, muito preguiçoso. E precisamos dar-lhe alimentos correctos e outras ajudas muito, muito importantes!

Criatividade: como nossos filhos podem ser mais brilhantes!
O génio criativo ajudou a Humanidade a sair da Idade da Pedra e, em cerca de 5000 anos, criar civilizações e sair para o Espaço que rodeia o planeta Terra. Um simples telemóvel é fruto de milhares de anos de inteligência criativa. A criatividade é uma fantástica ferramenta da inteligência humana que nos permite ir mais além da vulgaridade. Aprenda a despertar o génio criativo de seus filhos para torná-los mais produtivos e engenhosos agora e sempre.


Inteligência Emocional Partilhada
A forma como gerimos as emoções deriva da nossa capacidade para as compreendermos. No espectro da emocionalidade humana conhecem-se mais de 150 tipos de emoções e sentimentos. Através das emoções filtramos a percepção do que se passa à nossa volta e reconstruimos a realidade a cada instante. Saiba como viver com inteligência emocional e ensine os seus filhos a geri-la.

Filhos sobredotados: como os pais podem ajudar!
As crianças sobredotadas necessitam de quem as compreenda. Muitas vezes sofrem em silêncio; outras vezes, estão desajustadas na escola. Ficam agressivas ou isolam-se. Perdem interesse pela vida quando o seu mundo parece desmoronar-se. Venha compreender os "porquês" e aprender como ajudar a resolver as situações de conflito e de ambiguidade.

Será que meu filho é índigo? Mitos e realidades de uma crença.
Dizem os mais ousados nesta matéria que 80% das crianças de hoje são do tipo índigo, isto é, crianças dotadas de uma aura muito especial que faz delas mais intuitivas, mais espirituais e mais sensíveis. Tenhamos cuidado pois há muita especulação em torno desta matéria. Não obstante, há crianças que manifestam certos traços próximos dos que caracterizam as crianças índigo. Venha saber mais sobre esta matéria. Contacte-nos.

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Há três projectos fundamentais que temos de recuperar e que definem o progresso da Humanidade: a liberdade, a felicidade e a dignidade!

Não basta sermos bons pais, temos de ser excelentes!
Hoje, bons pais estão a criar filhos ansiosos, alienados e, às vezes, autoritários.
Quem estimula uma criança a reflectir é um artesão da sabedoria.
As crianças gostam de pensar, mas podem ser ensinadas a pensar melhor.
A educação tornou-se seca, fria e sem tempero emocional.

18. Como os pais podem persuadir os filhos

Sabemos que liderar é conseguir que outras pessoas façam o que queremos, é influenciar os outros em suas atitudes. Todos os pais gostariam que seus filhos fossem melhores que eles mesmos, por isso, precisam agir como líderes para, assim, influenciá-los a serem como desejam.
Experimente usar as dicas de liderança abaixo. Elas são usadas por bons lideres nas organizações e totalmente aplicáveis aos filhos:
• Respeite o direito do outro, assim você conquista a sua confiança.
• Saiba ouvir, preste atenção no outro.
• Seja capaz de compreender e perdoar. Errar é humano.
• No lugar de impor suas idéias, procure conquistar seus filhos, com afecto e segurança.
• Busque conhecer a si mesmo e principalmente a seus filhos.
• Respeite as diferenças entre as pessoas, não trate um filho da mesma forma que trata o outro.
• Seja firme, sem usar a agressividade. Procure impor a sua autoridade pelo respeito e exemplo e não pela força.
• Saiba por que diz um "não" e mantenha sua palavra.
• Coloque limites, assim seu filho aprenderá que não pode ter tudo o que quer, na hora e da forma que quer. A vida nem sempre nos oferece o que queremos.
• Cumpra o que prometeu, seja um prémio ou uma punição e não prometa o que você não pode cumprir. A confiança é um edifício difícil de ser construído, fácil de ser demolido e muito difícil de ser reconstruído.
• Delegue responsabilidades.
• Dê feedback, seja ele positivo ou negativo. Mostre onde o outro está errado, isso o ajudará a crescer.
• Seja exemplar. As pessoas seguem o que você faz e não o que você diz para fazerem.
• Evite punir quando estiver irado, espere se acalmar e aí corrija os erros que percebeu.
• Procure acentuar as características positivas de seus filhos. Quando alguém recebe um “rótulo” de que é de alguma forma fará muita coisa para manter isso.
• Use a máxima da liderança que é: elogiar em público e criticar em particular.
Os pais querem que os filhos não cometam os mesmos erros. Sabemos, porém, que as pessoas precisam passar por algumas experiências para aprenderem. Portanto, mostrem o caminho, ensinem a pescar, mas aceitem que, mesmo assim, os seus filhos muitas vezes não irão ouvi-los. Acharão que são auto-suficientes e que já são capazes de administrar suas vidas. Dê todos os exemplos que puder que o resultado virá com o tempo. E, aí, valerá a pena!
Texto de:
Sonia Jordão é especialista brazileira em liderança, palestrante e consultora organizacional. Autora do livro: “A arte de Liderar – Vivenciando mudanças num mundo globalizado”, e do romance corporativo: “E agora, Venceslau? - Como deixar de ser um líder explosivo”.
(clique sobre a imagem para ampliar)
1º CONGRESSO NACIONAL DO INSTITUTO DA INTELIGÊNCIA
25 Outubro, Portimão (Algarve)

17. Futuro: os nossos filhos dentro de 15 anos

Estamos a prepará-los bem?

Será que o ensino actual, imaginado, pensado e estruturado para a defunta sociedade fabril ainda serve para a sociedade da informação? Os estudiosos do assunto dizem que não, mesmo nos Estados Unidos.
As exigências intelectuais do século XXI são diferentes daquelas que serviram (em parte) para nós, pais. Mas o pior está para vir. Dentro de 5 ou 10 anos a sociedade humana estará ainda mais mudada do que hoje. A nivel do mercado do trabalho as alterações vão continuar de forma imparável. As novas tecnologias, que terão repercussão em todos os sectores da nossa vida, vão continuar a surpreender-nos com desenvolvimentos inesperados. A ciência aprofundará, cada vez mais, domínios que hoje estão ainda numa fase de descoberta.
A velocidade vertiginosa de transformações que estão a ocorrer nos países ocidentais, muito marcadas pela globalização e o desenvolvimento tecnológico, fizeram disparar os estudos sobre o futuro a médio prazo (5 a 15 anos) por parte de muitos governos e grandes empresas que pretendem colher o máximo de informações que lhes permitam estar preparados, com a maior antecipação possível, para os novos desafios ditados pela sociedade da Informação.
O tempo em que as mudanças sociais, económicas e tecnológicas ocorriam a um ritmo que permitia fazer previsões com algum nível de certeza quanto aos cenários futuros terminou. A velocidade tenderá a aumentar mais ainda e algumas coisas se sabem já. Uma delas prende-se com o trabalho. Neste sector nada será como dantes.
Os diversos estudos conhecidos alertam para o facto do ensino não estar a preparar devidamente as crianças e os jovens para o futuro daqui a 10 ou 15 anos. Há novas exigências de competitividade, talento e inteligência que não estão a ser levadas em conta. A escola actual não é compatível com a sociedade para onde está a lançar os alunos.
Informe-se também em >> Mentes para o Futuro.

Quando os nossos filhos se apaixonam

A qualidade dos relacionamentos amorosos dos adolescentes e dos jovens adultos depende muito dos pais e do ambiente familiar.
As crianças que se sentem seguras e protegidas pela família têm mais hipóteses de serem felizes nas suas relações amorosas e de sofrerem menos quando há rompimento ou divórcio.
Já os filhos que se sintam abandonados e desprotegidos tendem a dar menos valor ao enamoramento e a centrarem-se mais nas relações dominadas pelo prazer sexual, não conseguindo facilmente estabelecer relações amorosas plenas.

Animations - butterflies

16. A massificação da cultura

Instituto da Inteligência
Um dos grandes contributos do psicólogo Howard Gardner para a nossa percepção da diversidade da natureza humana foi a sua teoria das Inteligências Múltiplas, divulgada em 1982. Ele nos fez ver que a inteligência humana não podia ser entendida plenamente senão através de uma visão multifocal da mesma. Na altura ele proclamou que havia 7 inteligências distintas tais como a inteligência lógico-matemática, a inteligência musical ou a inteligência social. Cada ser humano teria então diferentes "habilidades" naturais que influenciavam a sua prestação profissional, social, etc. Mais tarde ele descobriria outras inteligências.
O que importa aqui salientar é o facto de cada ser humano nascer com potencialidades distintas, mesmo no domínio da inteligência que já não fica limitada ao valor de um Q.I. mas que se pode exprimir através de diferentes possibilidades, aptidões e talentos. O Q.I. deixou de servir como artefacto de diferenciação pois se uma pessoa pode ser exímia no raciocínio analítico e matemático outra pode revelar-se de forma notável na produção criativa e artística.
Infelizmente e apesar de já terem passado 26 anos sobre a divulgação da teoria das inteligências múltiplas, as nossas escolas continuam a ignorar tudo isso. Aliás, poucos professores conhecem inteiramente aquela teoria e muitos menos a sabem aplicar. Nem podem. E não podem porque o ensino ainda está cada vez mais massificado, desrespeitando a natureza distinta do intelecto de cada aluno. De forma que todos aprendem o mesmo e, pior ainda, aprendem muito mal. Aprendem por via da recepção passiva de conhecimentos que os professores metodicamente transmitem, repetindo em cada época escolar as mesmas coisas às novas turmas de alunos que vão chegando dos anos anteriores.
Isto leva a uma situação muito dramática: o desrespeito pelos talentos particulares de cada aluno e a imposição de um ensino unifocal, engessado, memorativo, passivo e repetitivo. A escola, em vez de formar pensadores, arrasa com a inteligência dos alunos, torna-os repetidores de frases feitas, nomes, datas, definições, por vezes retrógadas sobre o Mundo.
Augusto Cury (o autor de "Pais Brilhantes, Filhos Fascinantes"), também muito sensível a este problema, escreve que isto trouxe "duas das maiores drogas da inteligência humana: a massificação da cultura e do pensamento". Estas "drogas", "não conseguem jamais conter a diversidade de pensamentos" que existe em toda a humanidade "mas engessa a liberdade, a plasticidade, a criatividade da construção multifocal dos pensamentos, encerrando a inteligência humana num cárcere". Isto conduz ao que A. Cury chama de "mal do logos estéril".
Que síndrome é este? Cury define-o como doença social com sintomas bem determinados: a vítima torna-se num espectador passivo daquilo que aprende por transmissão; incorpora os novos conhecimentos sem prazer, sem crítica, sem desafio, sem aventura; vê sua capacidade de pensar reduzida e de criar; diminui a sua consciência política e social; utiliza o conhecimento adquirido apenas como ferramente profissionalizante para fins próprios (ganhar dinheiro, por exemplo).

15. A inteligência das mães

Recente número da prestigiada revista PAIS & FILHOS abordou o tema da inteligência das mães. Segundo um estudo científico parece que a maternidade torna as mulheres mais inteligentes. É um artigo que deve ser lido.
Na preparação daquele trabalho o neuropsicólogo Nelson S. Lima, do Instituto da Inteligência, foi convidado a dar a sua opinião. Aqui fica o conteúdo total da entrevista de onde aquela publicação retirou depois alguns enxertos.
- É verdade que o cérebro dos seres humanos tem uma grande capacidade de plasticidade e, por isso, podemos estar sempre a tornar-nos mais inteligentes?
Sim, é verdade. A neuroplasticidade permite que o cérebro humano amplie a sua destreza mental através de novas aprendizagens e de estimulação. Estima-se que uma pessoa que mantenha uma mente activa e culta possa fazer subir o seu QI em 15% durante a vida.
- A maternidade pode alterar alguma coisa no funcionamento do cérebro das mulheres, tornando-as mais inteligentes?
Não direi mais inteligentes mas mais diligentes. Não apenas as alterações químicas no cérebro provocadas pela condição da maternidade como as alterações psicológicas forçadas pelo exercício do papel de mãe estimulam o desenvolvimento de processos básicos como a atenção, a concentração, a intuição e uma maior sensibilidade às emoções.
-Que efeitos têm no cérebro das mulheres a oxitocina e a prolactina?
A oxitocina está envolvida nos processos emocionais. Ela actua junto da amígdala (localizada no sistema límbico cerebral) e está relacionada com a produção de sentimentos de generosidade e de confiança. Nas mulheres, conduz a uma maior receptividade e afectividade face aos outros, em especial os filhos. Já a prolactina é uma hormona que estimula o crescimento e a produção de leite durante a gravidez e a amamentação. Está, todavia, dependente também dos estados emocionais, da oxitocina e dos níveis de stress.
- O sentimento que une uma mãe a um filho pode dar novas capacidades ou alterar comportamentos na mulher?
Como em todos os sentimentos de sinal positivo que envolvam e unam pessoas (amizade, afeição, amor, etc) também as relações, atitudes e comportamentos entre mãe e filho dependem, basicamente, da natureza das emoções que são geradas. Os sentimentos positivos são auto-motivadores e susceptíveis de darem maior visibilidade a potencialidades encobertas anteriormente. É o caso da capacidade de amar que só se torna visível e disponível quando surge a pessoa ideal (neste caso, um filho) que vai dar origem a uma nova relação afectiva.
- Porque é que muitas mulheres experimentam uma sensação de ficarem mais distraídas, ou mesmo mais burras, durante a gravidez ou imediatamente a seguir ao parto?
A gravidez é um processo que produz imensas transformações químicas e comportamentais no corpo (logo, também no cérebro) da mulher. Eu não sei se a sensação que descreve é, de facto, percebida como uma espécie de perda de capacidades. Talvez seja apenas uma interpretação errada de sentimentos íntimos que a nova condição de mãe sugere e que tem origens mais culturais do que biológicas.

Alguns professores ignoram alunos sobredotados

O anúncio da abertura, no Algarve, de uma escola-piloto para alunos sobredotados está a causar grande interesse mas também alguma inquietação. Apesar de algumas dificuldades burocráticas, a que os portugueses já estão habituados, o processo está em vias de concretização.
Muitas pessoas ignoram que o Estado português reconhece a existência de sobredotados. Embora faltem medidas mais específicas e amplas como as que se verificam no Reino Unido, por exemplo, a verdade é que, já em 1998, o Departamento do Ensino Básico do Ministério da Educação publicou um extenso documento interno intitulado "Crianças e Jovens Sobredotados - Intervenção Educativa" destinado a informar, sensibilizar e preparar os professores para a problemática. Infelizmente, o esforço então feito não teve grande eco e muitos professores nem sequer sabem que este documento existe. Disso resulta que muitos deles têm ideias erradas sobre o que é a sobredotação e isso tem resultado em vários danos aos alunos.
Para saber mais sobre esta matéria consulte a página da Academia de Sobredotados

www.greenpeace.pt

Os alunos, os exames e os pais

"Os exames são fundamentais. (...) constituem apesar de tudo o sistema mais justo que conhecemos, o mais capaz de criar nos alunos uma maior exigência pessoal, recompensando o esforço.
(...) Só deixam de ser pedagógicos, quando os pais convencem os filhos de que tudo de importante se joga ali, até o seu amor e admiração por eles. Pais demasiado obcecados pelas notas dos filhos deviam ser obrigados a prestar provas. E a ver as notas publicadas".
Isabel Stilwell, jornalista e escritora

Aulas de 8 minutos!?

Tudo aquilo que vai contra ao que estamos habituados pode provocar-nos alguma perplexidade. No ensino, o sector que mais tempo demora a aceitar novas ideias, as coisas são mais difíceis de mudar. Segundo um estudo feito nos Estados Unidos, os professores e os próprios pais são os primeiros a travar a maioria das alterações. Eles reagem, na generalidade, de forma conservadora no que se refere ao ensino.
Pois então surpreenda-se: na escola secundária de Monkseaton, no norte da Inglaterra, desde 2005 que há aulas de 8 minutos com 10 minutos de recreio a separá-las.
O inventor deste novo método, Paul Kelley, acaba de lançar em livro os resultados da sua experiência (Making Minds). O método é baseado em pesquisas de Douglas Fields, do Instituto Nacional de Saúde, dos Estados Unidos, publicadas na revista Scientific American. O investigador concluiu que os mecanismos da aprendizagem (concentração, memória, etc.) funcionam melhor quando as actividades são curtas e intervaladas por momentos de descanso.
Os resultados na escola de Monkseaton são promissores pois a generalidade dos seus 850 alunos melhoraram no rendimento académico! Para conhecer a escola clique > aqui

Autora de O PEQUENO MÉDICO no Instituto da Inteligência

A Dra Graziela Gilioli (esquerda) e a Dra Sofia Carvalho, neuropsicóloga, directora do Instituto da Inteligência/Alenquer

Graziela Gilioli esteve, no dia 7 de Junho de 2008, nas instalações da unidade do Instituto da Inteligência/Alenquer onde foi recebida pela directora, a neuropsicóloga Sofia Carvalho e pelo psicólogo Dr João Anacleto.
Formada em Ciências Sociais, na década de 80, a autora do livro "O Pequeno Médico" tinha uma carreira brilhante até que um facto inesperado alterou o ritmo de sua vida: seu filho mais novo, de 12 anos, foi diagnosticado portador de neuroblastoma, um tipo de cancro pouco comum, com uma estatística de ocorrência de dez casos em cada um milhão de crianças com idades entre zero e quatro anos e, mais raro ainda, após essa faixa etária.
O que fazer? Como conviver com esse drama? Como conciliar a carreira profissional com a dedicação de mãe? Como lidar com o inesperado? Como confortar seu filho mais velho? Muitas foram as questões que passaram pela mente desta brasileira e, para surpreendê-la, quem trouxe as respostas foi seu filho adoecido, Alexandre, um adolescente que queria ser médico e que passou a dar um novo sentido a sua própria vida e à vida de todos a sua volta.
A partir da experiência vivida como mãe, Graziela decidiu contar sua história com franqueza e delicadeza, e escreveu um livro e o intitulou "O Pequeno Médico" numa clara alusão à fábula "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, onde o personagem inicia uma viagem que o leva a descobrir que nos tornamos responsáveis por tudo aquilo que cativamos ao longo de nossas vidas.
Com uma narrativa envolvente e emocionante, "O Pequeno Médico" é um relato de vida, com momentos de alegria e tristeza. O livro nos mostra ao mesmo tempo a força e a fragilidade da vida e a mensagem é a de que podemos viver bem se tivermos mentes flexíveis para enfrentarmos as surpresas da vida.
O sucesso do livro levou a autora a desenvolver o "Projecto Mentes Flexíveis" com o objectivo de compartilhar a idéia de que podemos entender nossa vida pessoal e profissional sob diferentes prismas e que sempre temos a opção de viver de um modo em que a dimensão humana esteja mais presente.
Ampliando os horizontes de sua percepção, Graziela tem proferido palestras em hospitais e universidades, cuja abordagem varia de acordo com o tema e as necessidades do público, o qual não se restringe apenas à área médica e acadêmica, mas também abrange empresas dos mais diversos segmentos.
Saiba mais sobre o livro, a autora e a obra clicando > AQUI e também > AQUI.

Crianças: os números para reflectir!
Em Portugal:
60% têm televisor no quarto de dormir.
44,8% já tiveram discussões com os pais por causa do tempo passado na internet.
41,4% usam a internet sem objectivos concretos.
25,72% é o número médio de mensagens por telemóvel por dia.
Por mês, as crianças portuguesas gastam em média 18,5 € por mês no telemóvel.
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As definições clássicas de inteligência centram-se geralmente na capacidade cognitiva. Mas a psicologia moderna está, cada dia, a dar mais importância à inteligência prática!

Alerta aos pais!

A cultura ocidental (europeia e americana) tem vindo a favorecer, cada vez mais, o desenvolvimento do narcisismo nas crianças, tornando-as elitistas, vaidosas e potencialmente egoistas!

Às crianças não devemos apenas transmitir crenças correctas, mas ensinar-lhes também a separar as racionais das irracionais!

Cursos para Pais de Hiperactivos!

Cursos de um dia (sábado) entre Julho e Setembro. Vamos a todo o país. Contacte-nos.

Reunião com pais em Lousada

Por iniciativa e convite da Câmara Municipal de Lousada, o Instituto da Inteligência realizou, no dia 31 de Maio, no Espaço Artes, Juventude e Europa, um encontro com algumas dezenas de pais. Esta presença estará inserida num conjunto de reuniões que têm vindo a ser feitas mensalmente pela autarquia com os pais dos delegados de turma que pertencem ao Conselho Jovem Estudante. (Clique sobre a foto para ampliá-la)

Acolhimento de estudantes estrangeiros

No início do próximo mês de Setembro, vão chegar a Portugal cerca de 70 estudantes vindos de vários países, com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos, para participar no Programa AFS.

A vossa família poderá participar no Programa AFS – Famílias de Acolhimento 2008, acolhendo um(a) jovem estrangeiro(a) por um período lectivo (trimestral, semestral ou anual) e permitindo assim que um estudante estrangeiro, aprenda a cultura e a língua portuguesas e ao mesmo tempo partilhe a sua cultura e língua de origem com a vossa família.

A Intercultura-AFS Portugal é uma associação juvenil de voluntariado, sem fins lucrativos, com estatuto de Instituição de Utilidade Pública. Trabalha na área da educação não formal para uma aprendizagem intercultural e educação global, promovendo intercâmbios nacionais e internacionais entre jovens, famílias e professores.

Tel: 21 324 7070. Também poderá consultar o site :
http://www.intercultura-afs.pt/por_po/home

Se lhe interessam as notas do seu filho, deve interessar-se pelas notas dos amigos do seu filho. Ele é também influenciado pelos progressos ou os fracassos dos outros.

Informação útil para o seu filho:

Clique sobre a imagem para ampliá-la!
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Revista CRESCER
As crianças e as nossas compras!
No número de Junho 2008, a revista CRESCER publica um interessante trabalho da jornalista Liliana Domingues sobre o tema Casa, Carro, Gadgets...já não decidimos nada sem a opinião dos filhos!
Colaboraram neste trabalho Alcina Rosa (psicóloga), José G. Martins (sociólogo) e Nelson S Lima (neuropsicólogo do Instituto da Inteligência). Segundo este especialista, "a relação entre pais e filhos foi alvo de uma revolução. As crianças de hoje são mais informadas e atentas ao que se passa à sua volta e assistiu-se a uma "democratizaçãp" nas famílias, onde os pequenos adquiriram um estatuto mais sólido, com liberdade de intervenção e consciencialização do seu papel". De acordo com Nelson S Lima "integrar as crianças nas iniciativas da família, das quais as compras fazem parte, conversar sobre esse tema e deixá-las participar de acordo com o desenvolvimento e a idade" ajuda-as "a perceberem como funciona o mecanismo da aquisição de produtos, como gerirem as verbas disponíveis e como controlarem, desde cedo, os ímpetos consumistas que caracterizam a sociedade moderna".
O artigo completo pode ser encontrado a partir da página 84 (à 87).

13. Como tornar os nossos filhos mais espertos!

Este é um tema que tem merecido numerosos livros. E, conforme os autores, há, obviamente, sugestões e pistas diferentes. Algumas são muito interessantes e úteis, outras menos.
No Instituto da Inteligência gostamos de pesquisar sobre este tema. E, uma vez por outra, descobrimos autores que nos surpreendem com as suas ideias. É o caso de Shakuntala Devi, um prodígio de Matemática nascido em Bangalore, na Índia. Não consta que tenha algum curso académico relevante mas a verdade é que é reconhecido como um prodígio em Cálculo, estando o seu nome registado no livro dos recordes - o famoso Guiness.
Pois Devi, que passou a vida a demonstrar as suas habilidades mentais na Europa e nos Estados Unidos, escreveu também um livrinho sobre como despertar a inteligência das crianças (no original: "Awaken the Genius in Your Child").
Ali, ele defende que todas as crianças nascem com um grande potencial cognitivo mas que a educação formal pouco mais desperta e aproveita do que uma parte. Diz o autor que "na maioria das pessoas, esse potencial não foi cultivado, estimulado ou usado na época em que era mais maleável, ou seja, na infância".
Pois o cérebro das crianças vem dotado de numerosas capacidades, nomeadamente auma mente muito criativa. Mas a uma educação muito formal, restricta, conservadora e que impeça as crianças de despertarem todo o potencial existente acabará por torná-las muito limitadas. Assim, Devi diz que o desenvolvimento da genialidade dos nossos filhos começa em nós e que há três factores em jogo: 1º Acreditarmos que podemos despertar essa genialidade; 2º Acreditarmos que eles têm capacidade para serem melhores; e, 3º Nunca acharmos que eles são medíocres.

Por onde começar?
Quatro condições são obrigatórias:
1º Temos de proporcionar condições para que os nossos filhos tirem partido de todo o seu potencial.
2º O acto de aprender deve ser, para eles, uma experiência agradável; assim, devemos orientá-los em vez de darmos ordens.
3º Termos paciência mais do que expectativas.
4º Transmitirmos conhecimentos com amor (mas não com superprotecção, a qual pode ser prejudicial).

Devi considera a leitura como um dos principais instrumentos. Aliás, a ciência veio dar-lhe razão muito recentemente quando vários estudos demonstraram que a leitura em voz alta para as crianças - mesmo as mais pequeninas - aguça-lhes a atenção, tranquiliza-as e ajuda-as a expandir a imaginação e ao mesmo tempo a aprender.
Assim, este autor recomenda que:
1. Compremos livros infantis coloridos, visualmente ricos.
2. Dediquemos 15 minutos por dia para lermos histórias simples, em voz alta e com alguma teatralidade (para que a nossa leitura não se torne aborrecida).
3. Tornemos essas leituras num hábito e não apenas uma experiência de vez em quando.
4. Mostremos-lhes as figuras do livro e expliquemo-lhes o que querem dizer.
5. Ler-lhes histórias de coisas que eles já conhecem (animais, etc.) ou, na falta disso, mostrar-lhes na televisão ou em passeios coisas que nunca viram antes (um castelo, por exemplo).
6. Surpreendê-los todos os dias com novidades (novas histórias, conversas, figuras, etc.).
7. Fazermos jogos de palavras, brincando com elas. Os puzzles podem servir.
8. Cantar para eles, pôr música de fundo tranquila.
9. Entremos no jogo das perguntas. Espicaçar-lhes a curiosidade deles, responder-lhes às questões que levantam.
Voltaremos a este tema e a este autor!
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Estamos a obrigar a infância a confrontar-se, sem recursos, com um mundo adulto que oscila entre o cartão de crédito e a brutalidade (alerta do famoso pedagogo espanhol José António Marina).
1º Congresso Nacional do Instituto da Inteligência
A EDUCAÇÃO E O HOMEM DO FUTURO
Participação especial do prof. AUGUSTO CURY
25 Outubro 2008, ALGARVE

O sobredotado líder

O despertar do homo sapiens holisticus
Os homens do futuro já estão instalados nos nossos filhos. Milhões de crianças brincam com computadores, navegam na internet e estabelecem laços com um mundo novo que forma uma autêntica tecnosfera em torno do planeta. Comparativamente aos pais, as crianças da Sociedade da Informação vivem de forma mais acelerada, têm acesso mais rápido ao mundo que os rodeia, vêem as coisas com um outro olhar. Eles não passaram pelas mesmas etapas dos adultos. Estes viveram as transformações do mundo de uma forma gradual. Os filhos não.
Ler em Academia de Sobredotados

O azar da Margarida!

O desenho, a pintura, o canto e a música são alguns dos campos onde a imaginação das crianças habitualmente se manifesta com todo o seu esplendor. Muitos artistas de palmo e meio encantam-nos com a riqueza e plasticidade da sua produção imaginativa e inventiva.
As manifestações da criatividade através das actividades lúdicas constituem um meio de expressão fundamental de experiências e desejos. A capacidade inventiva das crianças representam algo mais do que a adição de inteligência + criatividade. É o resultado de múltiplos factores onde a educação e o meio socio-cultural têm um peso muito grande.
Acontece que as crianças mais criativas têm, por vezes, dificuldades de integração na escola. A sua imaginação pode suscitar críticas e deixar os professores atónitos.
Margarida, uma menina de 10 anos, foi um dia interpelada pela professora para dizer o que significava a palavra "liberdade" ao que ela respondeu que "é assim uma coisa como o oceano!". A professora chamou-lhe a atenção para o facto de não estarem numa aula de Ciências da Natureza! Os colegas riram-se.
A Margarida ficou envergonhada. Desde então nunca mais teve motivação para dizer coisas que lhe parecessem inapropriadas. Obviamente, a Margarida dera uma resposta que a professora não foi capaz de interpretar. Por que não pediu à Margarida para explicar-se dando-lhe oportunidade de expor o seu pensamento? A professora errou.
As crianças criativas podem ter muitos dissabores na escola. Mas não devem ser proibidas de expor a sua imaginação. Essa característica deve ser acarinhada e estimulada.

As crianças enfrentam as situações escolares com uma série de convicções, valores, teorias e crenças a respeito da sua própria eficácia e que afectarão as metas e os resultados por elas obtidas.

12. Os 10 erros da escola actual

Aumentam as horas de presença dos alunos nas escolas, aumenta o número de matérias, aumentam, na verdade, os problemas. Ou seja, mais escola, o que não significa melhor escola. Urge uma escola diferente não apenas do actual modelo mas também diferente da maioria dos modelos alternativos que têm sido ensaiados um pouco por todo o Mundo e que não preveram a sociedade que iriamos construir no século XXI.
Vivemos numa época completamente diferente daquela em que a escola actual foi criada. Por causa disso, o ensino massificou-se em demasia, adensou-se, está obsoleto e não tem em conta as necessidades efectivas da sociedade contemporânea.
Não basta encher as escolas de computadores para desde logo se acreditar que a escola modernizou-se. Pode modernizar-se nos equipamentos mas continua desfasada da sociedade em que agora vivemos: uma sociedade muito complexa, ambígua, de acontecimentos efémeros, devoradora de convicções e um pouco louca.
Necessitamos de uma completa transformação dos conteúdos, das matérias, das cargas horárias e dos métodos de ensino.
A inteligência das nossas crianças está a ser castrada e é por isso que aumenta o insucesso escolar. Há uma subtil manipulação das mentes dos nossos filhos sem que os próprios professores tenham disso consciência. Até mesmo as crianças sobredotadas sentem que a escola não lhes favorece o pleno desenvolvimento das suas potencialidades.
A formação dos professores tem sido exígua, pouco humanista e assenta sobre métodos pedagógicos em geral obsoletos. Muitos professores têm-me confessado que não sabem nada sobre "inteligências múltiplas", "estilos cognitivos", "mapas mentais", "sobredotados" e tantas coisas mais que são hoje em dia fundamentais para um ensino ajustado aos novos tempos.
No modelo de escola actual, ainda muito prisioneiro da revolução industrial dos séculos XIX e XX, há numerosos erros que não hesito em destacar.
Assim, o ensino que é fornecido aos nossos filhos, assenta naquilo que eu chamo de "os 10 erros monumentais" do sistema actual:
1 - não educa para a autonomia do pensamento;
2 - inibe o pensamento criativo;
3 - institui o medo de errar;
4 - promove a submissão intelectual às crenças vigentes, incluindo as científicas;
5 - insiste num único tipo de pensamento: o lógico-matemático;
6 - exclui o aluno dos processos de construção do conhecimento;
7 - ignora as inteligências múltiplas do Homem;
8 - apela à aprendizagem pela memorização pura e simples;
9 - reforça a "autoridade" do professor como "mestre" detentor da Verdade;
10 - limita o crescimento do EU.

Para quando a coragem para iniciarmos uma verdadeira revolução educacional?
Texto de Nelson Silva Lima, neuropsicólogo, coordenador nacional do Instituto da Inteligência.

11. A arte influencia o cérebro das crianças


A participação em actividades artísticas, bem como a apreciação de obras de arte, leva as crianças a um alto grau de motivação que produz atenção sustentada e activa diversos circuitos cognitivos do cérebro.
Por exemplo, o teatro afecta positivamente a memória, pois a criança aprende a manipular grandes quantidades de informação semântica. Já o gosto pelas artes plásticas está associado ao temperamento mais flexível e à maior actividade de genes relacionados ao neurotransmissor dopamina.
O conhecido psicólogo e cientista Michael Gazzaniga, que está a desenvolver uma extensa pesquisa sobre esta matéria, pretende agora investigar se existe predisposição inata para o sentido estético, ou se, ao contrário, o desenvolvimento deste é capaz de modular a expressão génica no início da vida.
Aventureiro, artista e atleta - estas são as três actividades que melhor caracterizam as habilidades mentais que o seu filho ou filha deve dominar para que tenha condições de sobreviver e prosperar!
David Lewis, psicólogo (Universidade de Sussex)

10. A personalidade e o comportamento

É impressionante a influência que os traços de temperamento e outros aspectos da personalidade afectam o desempenho intelectual e escolar, em particular nas crianças e nos jovens.
Uma pesquisa efectuada há alguns anos e dirigida pelos psicólogos Alexander Thomas, Stella Chess e H.Birch demonstrou que a maioria das crianças mantem desde o nascimento traços de personalidade que pouco se alteram com a idade.
Verificou-se também que esses traços afectam o tipo de aprendizagem e o tipo de ensino com os quais se sentem mais à vontade. Assim, concluiu-se que para se criar um "ambiente" de aprendizagem eficiente deve-se levar em conta não só o tipo psicológico das crianças como também o temperamento.
Aqueles mesmos investigadores distinguiram 3 tipos principais de crianças cujas reacções são determinadas por diferentes aspectos de traços de personalidade. São eles:
A criança dócil
Caracteriza-se por ter uma inteligência expressiva, ser alegre, geralmente optimista, com padrões regulares no comer e dormir, reagindo aos acontecimentos com intensidade baixa e moderada. Aborda as situações novas com alguma ousadia e é adaptável. Cerca de 45% das crianças pertencem a este "grupo".
A criança difícil
Pode ser um tormento para os pais e os professores, e até mesmo para os colegas. Tem crises de mau-humor, depressão, raiva, lágrimas e uma atitude frequentemente negativa face à vida. Comporta-se com hiperactividade, tem mau comportamento, tende para a desobediência de regras e normas, por vezes é destruidora e desorganizada. Cerca de 30% das crianças incluem-se neste "grupo".
A criança lenta
É menos activa do que a do tipo anterior, revela-se com alguma frequência infeliz ou pessimista, por vezes é rabugenta e tem dificuldade em adaptar-se a situações novas. Tem um ritmo de trabalho abaixo do normal e pode revelar-se preguiçosa. Cerca de 25% das crianças são deste tipo.
Obviamente cada criança merece uma atenção particular para além de que, conforme o tipo a que pertença, existem sugestões para os pais e os professores de forma a proporcionar-lhes o melhor desempenho das suas habilidades.
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As crianças pequenas são perceptivamente egocêntricas. Não sabem distanciar-se de si mesmas e porem-se no lugar dos outros. Devemos ter isso em consideração.

9. Ensine os seus filhos a serem líderes!

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Pat Williams, alto dirigente desportivo norte-americano (foi executivo da NBA-Liga Profissional de Basquete, entre outros cargos), desafia os pais a desenvolverem nos filhos competências de liderança.
Num recente trabalho publicado nos Estados Unidos, Pat diz acreditar que o futuro de uma nação ou do mundo "é determinado pelo calibre dos jovens líderes que desenvolvemos hoje".
Num mundo cada vez mais confuso e competitivo é necessário que os jovens saibam muito mais coisas do que aquilo que andam a aprender na escola. Talvez, como disse Nelson S Lima, fundador do Instituto da Inteligência, "deveria haver no ensino formal uma disciplina de liderança a partir dos 8 anos de idade" mesmo que isse implicasse tornar os programas actuais menos densos pois "há muitas matérias académicas que são totalmente desnecessárias aprender hoje em dia na escola".
Também Jay Strack, presidente da Universidade de Liderança Estudantil (Estados Unidos), considerado a maior autoridade no desenvolvimento de jovens líderes, diz que "nós, os pais, educadores e treinadores, temos errado o alvo, pois os nossos filhos encontram-se terrivelmente despreparados para lidar com a vida real".
Voltando a Pat Williams, ele defende que os pais e as escolas devem preocupar-se em desenvolver as seguintes 7 qualidades de liderança nas crianças:
- Visão: ter uma ideia de futuro pois ela define como o sucesso poderá ser atingido.
- Comunicação: saber escrever e falar com os outros, saber falar em público.
- Inteligência Social: saber trabalhar de forma eficiente com as pessoas de modo a inspirá-las a alcançar os objectivos, saber motivar, resolver conflitos, fortalecer uma comunidade.
- Carácter: aprender a edificar bons traços de carácter, a humildade, a gentileza, a justiça, a tolerância, o respeito pelos outros.
- Competência: desenvolver as capacidades através da experiência e ter um compromisso com o alcance da excelência no saber fazer.
- Ousadia: aprender a superar a timidez, a introversão e a tendência a não arriscar; combater o conformismo.
- Serviço: os jovens precisam de ser instruídos, inspirados e desafiados a ver o seu papel de liderança não como uma oportunidade de expandir o Ego mas como uma oportunidade de servir os outros.
Educar é uma aventura, uma arte, uma poesia intelectual; é expandir o mundo das ideias!
Augusto Cury
Crianças hiperactivas:
perigo de problemas cardíacos!
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As crianças portadoras de Défice de Atenção com Hiperactividade (DDAH) devem ser submetidas a uma avaliação cardíaca, incluindo electrocardiograma, antes de começar o tratamento com psicoestimulantes, segundo recomendações da American Heart Association (Associação Americana do Coração) publicadas na revista “Circulation”. Estudos mostram que os fármacos para a Hiperactividade podem aumentar a frequência cardíaca e tensão arterial. Estes efeitos são insignificantes na maior parte das crianças com a patologia, mas é necessário tê-los em conta antes de iniciada a terapêutica, adverte a publicação.
Victoria L. Vetter, professora de Pediatria da University of Pennsylvania, nos EUA, e coordenadora da informação daquela associação, referiu que os efeitos adversos mencionados estão associados à morte súbita cardíaca. A mesma responsável recordou que, normalmente, os médicos examinam os pacientes, analisando o histórico familiar de doenças antes de prescrever um novo tratamento. No entanto, algumas lesões cardíacas associadas ao risco de morte súbita não se detectam nos exames de rotina ditos normais.

8. Os nossos filhos, hoje!

Escreve o pedagogo Augusto Cury que, dentro de cada criança e cada jovem, há um mundo a ser descoberto que, na maioria dos casos, continua encerrado.
Os pais, regra geral, são pessoas zelosas e preocupadas com o futuro dos filhos. Sonham grandes sonhos para eles e mimam-nos com os melhores brinquedos, consolas, computadores, roupas, actividades de lazer e escolas.
A intenção é boa. Os nossos filhos não se podem queixar de que lhes falta material para usufruirem de um estilo de vida moderno pois seguem a moda, têm liberdade de movimentos e o entretenimento é diversificado. Porém, o que ganharam em troca? Diversão? Qualidade de vida? Estatuto? Sim, é verdade. Vivem num mundo muito mais interessante do que em épocas passadas. Mas foram ficando alguns espaços vazios que um estilo de vida demasiado urbano e tecnológico tem vindo a alargar.
"Os pais não compreenderam que a TV, os brinquedos manufacturados, a internet e o excesso de actividades obstruem a infância de seus filhos" - alerta o pedagogo, autor de Pais Brilhantes, Professores Fascinantes.
A situação pode piorar com o tempo. As crianças estão a ficar dependentes de um estilo de vida materialista e racional. Isso conduz à solidão, um dos grandes males do nosso tempo.
"As crianças e os jovens aprendem a lidar com factos lógicos, mas não sabem (de uma maneira geral) lidar com fracassos e falhas. Aprendem a resolver problemas matemáticos, mas não sabem resolver os seus conflitos emocionais. São ensinados para fazer cálculos e acertá-los, mas a vida é cheia de contradições, as questões emocionais não podem ser calculadas, nem têm conta exacta" - escreve Augusto Cury.
O problema é que estamos a treinar as crianças e os jovens apenas para o sucesso. Tornámo-nos máquinas de trabalhar e estamos transformando as nossas crianças em máquinas de aprender. Mas, e a pensar? E se conhecerem melhor? E a gerir as suas emoções?
Recordemos algumas dicas do famoso pedagogo:
1. Bons pais dão presentes, pais brilhantes dão seu próprio ser.
2. Bons pais nutrem o corpo, pais brilhantes nutrem a personalidade.
3. Bons pais corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar.
4. Bons pais preparam os filhos para os aplausos, pais brilhantes preparam os filhos para os fracassos.
5. Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam como amigos.
6. Bons pais informam, pais brilhantes contam histórias.
7. Bons pais dão oportunidades, pais brilhantes nunca desistem.
Objectivamente, os pais modernos devem preocupar-se em incutir nos filhos valores como a capacidade de reflectir, a segurança, a coragem, a superação dos medos, a fidelidade, a honestidade, a capacidade de perguntar, a responsabilidade social, a auto-motivação, a paciência, a habilidade para criar e aproveitar oportunidades, a criatividade, a perspicácia, o optimismo o apreço pela vida e a esperança.
São cada vez mais os pais que procuram ajuda psicológica para os filhos, sobretudo na adolescência. Os jovens vivem cada vez mais para a auto-imagem, o mundo exterior e estão a ficar dependentes de certos estilos de vida e comportamentos que lhes permitam sentir-se integrados nos grupo e sobretudo no ambiente humano da escola. Alguns conseguem adaptar-se sem perder a sua independência de julgar e de pensar por si mesmos; muitos outros, porém, ficam reféns de hábitos, vícios e preocupações supérfulas. Isto tem vindo a gerar o aparecimento de depressões e sentimentos de impotência e incapacidade em muitos jovens.

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7. Estimular a mente dos nossos filhos!

A maioria das crianças têm um cérebro maravilhoso dotado de muitas aptidões e talentos. O seu aproveitamento, porém, depende muito da estimulação e da qualidade de vida que tiver ao longo dos primeiros anos.
O cérebro é um órgão muito complexo. Ele acompanha a criança desde os primeiros meses de gestação e quando ela nasce ele continua em rápida e enérgica evolução. De tal forma que a alimentação, as condições ambientais e as ligações afectivas com a mãe e as outras pessoas influenciam activamente no seu desenvolvimento. E, claro, um cérebro saudável fornece uma mente brilhante!
Durante a infância podemos fazer muito pelo sistema cérebro/mente de nossos filhos. Eis alguns conselhos que consideramos pertinentes e que fazem parte do nosso Programa de Optimização Cerebral/Cognitiva para Crianças.
1. Alimentação é crucial! O cérebro é o órgão mais comilão que nós temos. Sozinho, consome 25% de toda a energia que nos é fornecida pelos alimentos. A alimentação é, pois, muito importante para um bom funcionamento do cérebro e dos processos mentais (concentração, memória, pensamento, etc.). Dê a seu filho uma alimentação rica em nutrientes saudáveis (vitaminas, minerais, etc.), com bastante fruta, legumes e água. Não o deixe habituar-se à comida fast food, refrigerantes, pastelaria e outras fontes de toxinas.
2. Dormir é também viver! Geralmente as crianças detestam a hora de ir dormir. Para eles, o ir para a cama é interromper o dia e a brincadeira. Ensine-o a perceber que dormir é também viver, dá saúde, reforça a mente e até pode ser divertido porque o sono é a fábrica dos sonhos. Entre 9 a 10 horas de sono são necessárias para o descanso e o revigoramento do cérebro e da mente das crianças em idade escolar.
3. Respirar fortifica o cérebro! Fazer ginástica e desporto ajudam não apenas os músculos a desenvolverem-se mas também o cérebro. O oxigénio alimenta os neurónios, tonifica-os e ajuda a relaxar a mente. Não permita que seu filho fique muitas horas sentado a ver televisão ou preso aos jogos electrónicos. Ele precisa de correr e saltar. Saia com ele, passeie e corra com ele nos jardins e parques que estejam ao vosso alcance.
4. Dê-lhe música! As crianças gostam, naturalmente, de música! Mas é bom que aprendam a separar o trigo do jóio. Desde cedo na vida deixe que a boa "música de fundo" invada a sua casa. A música exerce diversos efeitos saudáveis sobre a mente.
5. Filosofia para pensar! Incentive-o a pensar. Inscreva-o em cursinhos de Filosofia para Crianças ou no nosso Programa Escola de Líderes. Eles ajudam no desenvolvimento da reflexão, do espírito crítico e do pensamento.
6. Provoque a curiosidade! As crianças mentalmente saudáveis são curiosas. Provoque no seu filho o interesse pelo mundo, a vida, a história da humanidade, a leitura, etc. Filmes, álbuns, enciclopédias e viagens ajudam a manter a curiosidade aberta para as coisas grandiosas do Universo.
7. Meditar para crescer! A meditação para crianças é uma forma de crescer espiritualmente. Inscreva-o em cursos de ioga para crianças ou em actividades de expansão da mente que o Instituto da Inteligência realiza regularmente.
8. Fluir para ser feliz! Os "estados de fluxo" são momentos de pura concentração e fascinação obtidos através do envolvimento em actividades de muito prazer e contemplação como desenhar, pintar, ouvir histórias, etc. Ajudam na concentração e no relaxamento.
9. Optimizar a mente! Estimule a imaginaçãode seu filho, desperte-lhe os sentidos, fomente novos conhecimentos. Através de diversas actividades disponíveis um pouco por todo o país o seu filho pode estimular as actividades cognitivas aprendendo a ler, a estudar um novo idioma, a desenvolver uma arte, etc.
10. Ame-o com verdade! As crianças felizes e que se sentem amadas têm melhor sucesso escolar, melhor saúde e são mais felizes. A sua auto-estima é mais forte e a sua personalidade desenvolve-se de forma equilibrada. Ame seu filho de forma honesta: dê-lhe carinho, afecto, protecção, ensine-o a cumprir regras e a ser autónomo. Não seja nem exageradamente severo nem perigosamente permissivo.

6. As crianças e os programas de televisão

Qual a importância das crianças verem desenhos animados e séries infantis e como contribuem esses momentos lúdicos para o seudesenvolvimento?
O brincar constitui uma actividade que, para lá dos seus momentos de prazer, proporciona duas outras vantagens: descontrai a criança (podendo usufruir do que se designa por “experiência óptima” ou “estado de fluxo”) e contribui para o desenvolvimento cognitivo através do exercício do pensamento, da criatividade, da memória, da concentração. Neste capítulo, ver filmes pode ser uma actividade que beneficia a criança não apenas divertindo-a mas confrontando-a com outras visões do mundo e provocando a curiosidade embora seja uma tarefa passiva e não interactiva. Em idade pré-escolar as crianças são atraídas especialmente pelas cores, as formas, as texturas, os sons e os movimentos. Nesse período o cérebro aprende e treina intensamente a aptidão para construir um significado ao que os seus sentidos captam. Os neurónios são activados intensamente através da experiência, das aprendizagens, da interacção com o mundo (o interno, da mente e o externo, do ambiente).
Na idade escolar o processo continua mas alarga-se o espaço de contacto e interacção. O interesse pelos ecrãs aumenta, desde os da televisão aos dos computadores e do cinema. Os jogos adquirem uma importância crucial e os heróis das séries televisivas entram no imaginário.Na adolescência, as grandes estruturas cognitivas já estão estabelecidas. A mente social alarga-se com o cultivo de um maior número de laços com novos amigos e colegas. A televisão começa a ser percebida como uma janela sobre o mundo e as séries juvenis tendem a conquistar-lhes alguma atenção. Mas é a internet quem leva a melhor pois novos sistemas de relações e jogos interactivos permitem uma diversidade de acções e contactos que a televisão não consegue. As salas de cinema tornam-se também em locais de diversão mais frequentes e de encontro entre amigos
Quando os programas infantis são lúdicos e pedagógicos, que valores ecomportamentos positivos podem ensinar aos pequenos?
Crê-se que na perspectiva das crianças há 5 tipos de programas de televisão: os lúdicos, os pedagógicos, os lúdico-pedagógicos, os proibidos-mas-tentadores (caso dos filmes de cariz erótico, os filmes de terror, etc.) e os intragáveis (debates políticos, etc.).
A educação equilibrada da criança passa por algum cuidado na seleção dos programas que lhes seja permitido assistir. Tal como outros meios, a televisão pode ajudar a criança a integrar-se no mundo. Mas os pais e os educadores devem ser mediatizadores, ajudando-a a descodificar muitas das coisas que vêm mas que não entendem ou entenderão mal. Por fim, a televisão não deve ser apenas um elemento complementar do espaço de lazer da criança. As brincadeiras ao ar livre e os jogos são muito mais importantes.
Nos casos em que as mensagens que veiculam não são tão positivas(violência, maus exemplos, uso de linguagem incorrecta, comportamentos desviantes) como deve ser o papel dos pais?
Filtrar, filtrar tudo o que possa violentar a mente da criança.
Até quando se deve seleccionar o que as crianças vêem e limitar o visionamento dos maus exemplos e a partir de que idade permitir?
A televisão, actualmente, desnudou-se e não pratica a auto-censura. De forma que passa muito lixo para o ecrã. Essa poluição tóxica feita de imagens e palavras pode ser muito perigosa.
Como explicar a um filho que acção ou comportamento x que apersonagem y fez não é aceite ou é mesmo errada no mundo real?
Depende das idades mas as crianças pequenas têm dificuldade em entender esse esforço pedagógico. O mundo chega-lhes cheio de matizes e é-lhes difícil discernir o que é bom e o que é mau. O papel dos pais deve ser intenso e deve partir de uma educação de base que se prolonga no tempo tendo como função incutir valores, regras, princípios, ideais e modelos de vida. Com esse tipo de educação a criança aprende ela própria a separar o trigo do joio apenas com uma pequenina ajuda.
Por que se identificam as crianças com os heróis dos desenhos animados?
Tem a ver com as emoções. Os heróis são fortes, vigorosos, carismáticos, vencedores e proclamam a vitória do Bem sobre o Mal. A criança, que é uma excelente imitadora (é um recurso da aprendizagem), tende naturalmente a identificar-se com esse tipo de personagens. E porque os vilões são geralmente os perdedores no final das histórias e muitas vezes ridicularizados as crianças não se sentem atraídas por eles.
E como explicar que se mantenha o fascínio pelos super heróis nas crianças de hoje em dia?
O que é percebido como mágico causa sempre deleite e fascínio. As crianças de hoje não diferem das crianças de outros tempos no que diz respeito às suas estruturas cognitivas e emocionais.
Existem meninos e meninas que, por vezes, levam a sua adoração pelos super heróis um pouco mais longe, e, acreditando que possuem os mesmos poderes ou tentando imitá-los, se magoam, em alguns casos, com gravidade.Como podem os pais explicar-lhe a destrinça entre ficção e realidade,prevenindo ao mesmo tempo acidentes?
Podem explicar-lhes com pequenos exemplos ou com a desmontagem de truques de magia para que percebam o lado teatral mas não menos divertido das histórias e dos feitos dos heróis ou dos vilões dos filmes.
Quais os perigos que advêm dos meninos verem programas infantis em excesso e sem o devido acompanhamento dos pais?
Todos sabemos que em excesso faz mal à saúde (à visão, ao cérebro, etc.), provoca sedentarismo e diminui o contacto com o mundo real e tridimensional da vida fora do ecrã.
No geral, como deve ser a atitude parental em relação aos programas infantis, nomeadamente aos desenhos animados? Qual o correcto visionamentodiário nas diferentes idades e como seleccionar os melhores para veicularaos filhos valores e comportamentos correctos, propondo-lhes boasreferências para a vida real?
O melhor é os pais procurarem informar-se junto de pedagogos habilitados. Há bons livros sobre o assunto. Mas também uma atitude crítica dos pais ajuda a que estes possam estabelecer regras, nomeadamente quanto a horários e a programas. Por outro lado, é importante que as crianças vejam a televisão por partes, isto é, um bocadinho de manhã, outro à tarde e assim por diante. É altamente prejudicial deixar uma criança 2 ou 3 horas fixada no ecrã. Deixa de brincar, vicia-se na televisão, cansa o cérebro, tende a ficar obesa e a desleixar-se com os seus deveres, nomeadamente os trabalhos escolares e pequenas tarefas domésticas que lhe estejam atribuídas.
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5. Geração Net a caminho do Poder

Nasceram entre 1977 e 1996 e os modernos economistas encaixam-nos na Geração Net (termo criado por Don Tapscott e tornado público em 1997 no livro Growing Up Digital).
Trata-se da primeira geração de humanos a crescer na era digital. Estima-se que actualmente sejam já 2 mil milhões de indivíduos (entre crianças e jovens adultos) mas está a expandir-se a um ritmo alucinante. Por exemplo, já existem mais jovens naquela faixa etária que usam a internet na China do que nos Estados Unidos onde 90% dos adolescentes se servem regularmente da internet.
Ao contrário dos pais que passavam (passam) 24 horas por semana a ver TV, os jovens da Geração Net crescem a interagir uns com os outros através da Net e dos telemóveis.
Geralmente, estes jovens não conseguem imaginar uma vida em que as pessoas não tinham estas tecnologias para se comunicarem, trocarem opiniões e ideias, jogarem, interagirem intensamente.
Por exemplo, enquanto os pais eram (são) consumidores passivos da comunicação social, os jovens actuais são criadores activos de conteúdos. É a primeira vez na história da humanidade em que os filhos são as autoridades numa matéria realmente importante.
A forma de actuar da Geração Net é a ligação em rede. Os seus "membros" dominam muitas das enormes comunidades on-line, do Facebook ao MySpace onde milhões de jovens socializam e colaboram para fazerem tudo e mais alguma coisa.
Danah Boyd, uma socióloga da Universidade de Berkeley que tem estudado a Geração Net, tem vindo a alertar para algo que nem todos os pais se aperceberam de forma clara: "Não tendo controlo em casa, muitos adolescentes não a encaram como o seu espaço privado". Os seus espaços privados encontram-se agora e cada vez mais on-line, onde os jovens se reunem em massa, se ligam em rede com os pares e criam espaços partilhados próprios. Através do site MySpace podem convidar, por exemplo, mil amigos para entrar no seu espaço privado virtual!
Os locais de encontro dos jovens é pois, cada vez mais, a internet à medida que os espaços exteriores são menos atraentes e onde os adultos controlam tudo (da casa à escola e à maior parte dos espaços de actividades).
Entretanto, a segunda Geração Net (crianças nascidas a partir de 1997, ver foto) está, entretanto, a dar os seus primeiros passos. Elas nasceram num mundo já totalmente familiarizado com as novas tecnologias de informação. Comunicam-se intensamente através de telemóveis, aprendem rapidamente a dominar os novos aparelhos, o computador é-lhes acessível e a internet começa a fazer parte do seu dia-a-dia.
De acordo com um estudo da European Interactive Advertising Association, os jovens europeus com idades dos 16 aos 24 anos, estão na internet cerca de 12 horas por semana, ou seja, mais 10% em média do que a ver televisão.
É altura dos pais compreenderem como o mundo mudou profundamente. E, em vez de se lamentarem, devem, pelo contrário tentar descobrir o mundo novo que a internet proporciona. Equilibrando a vida entre os dois mundos, o fosso entre o mundo dos pais e o mundo dos filhos será muito menor. Para saber mais sobre estes temas conecte-se com http://www.wikinomics.com/(inglês) e http://www.wikinomia.biz/ (português).

4. Onde pára a infância?

Os tempos mudaram muito. A forma como a sociedade tem vindo a adaptar-se às novas solicitações está a prejudicar os nossos filhos. Mais um alerta surgiu oriundo de um estudo recente que envolveu 900 crianças de nove países, entre os quais Portugal.
O que responderem as crianças portuguesas? Os números falam por si:
- apenas 6% das crianças disseram que brincam diariamente com os pais! É o número mais baixo da Europa! Justificação dos pais: falta de tempo!
- o passatempo preferido das nossas crianças é a televisão, representando 22% do seu tempo (enquanto a média europeia é de apenas 11%)!
- os pais portugueses parecem ser os que, na Europa, mais dinheiro põem nas mãos dos filhos (em média € 6.40, sendo na Europa apenas €4.16).
- as crianças portuguesas preferem gastar esse dinheiro em guloseimas e refrigerantes e apenas 25% poupam algum dinheiro da mesada.

3. Junte-se aos seus filhos nos videojogos!

As actividades de lazer foram altamente enriquecidas com a invenção do computador e mais tarde das consolas de jogos. Actualmente, 3 em cada 4 jovens portugueses têm videojogos e a tendência é para esse número aumentar (dados da empresa de estudos Marktest).
Quer se goste quer não, os videojogos vieram para ficar e fazem parte da vida actual. Tentar ignorá-los ou evitar que entrem nas nossas casas é uma tarefa desajustada do mundo moderno dominado pela tecnologia.
A verdade é que os jogos são, na generalidade, atractivos e contribuem para o bem-estar psicológico de quem os pratica. Usados com moderação podem fomentar novos conhecimentos e, no mínimo, ajudar à destreza mental.
Mas mais interessante ainda: os videojogos também podem ser úteis aos adultos (pais e avós) divertindo, ajudando a combater o stress e agilizando a actividade cognitiva! E também contribuem para que os mais velhos se aproximem dos mais pequenos e joguem (com os filhos ou os netos) em vez de ficarem passivamente a ver televisão (situação que é bem mais prejudicial do que estar a jogar no computador ou numa consola!).
Se é dos que torcem o nariz à "invasão" dos videojogos tire então a ideia de que eles são apenas para os mais novos. Isso é coisa ultrapassada. Saia do sofá, afaste-se do televisor e vá jogar (sozinho ou, melhor ainda, com os seus miúdos)!
Sinta-se (seja!) jovem, adapte-se às novas propostas de diversão, acompanhe as tendências do mercado e forneça aos seus neurónios (aborrecidos da rotina) novos desafios! Jogue!
Eis uma mão cheia de boas propostas: Videojogos

2. Os jovens e os videojogos

Entrevista completa fornecida pelo neuropsicólogo Nelson S Lima ao jornal MEIA HORA de 9 de Outubro de 2007 sobre os viedojogos (jornalista: Cristina Espada).
- Quais são os efeitos (positivos e negativos) que os videojogos podem ter nas crianças/jovens?
- Os videojogos correspondem a uma mudança enorme na evolução dos mercados de lazer e divertimento. Os jogos são, na generalidade, atractivos e contribuem para o bem-estar psicológico de quem os pratica. Podem fomentar novos conhecimentos e a destreza mental. De negativo podemos salientar, entre outros, três grandes perigos: a sedentarização (pois obrigam os jogadores a muitas horas sentados); banalização da violência (agredir, destruir e matar são situações vulgares em muitos videojogos que, embora de mero efeito visual, tornam-se actos sem significado emocional) e fuga da realidade (os jogos envolvem os praticantes em mundos paralelos virtuais que podem tornar-se numa plataforma de refúgio da vida real, dos seus problemas e desafios).
- Quais as razões que levam um jovem a preferir este tipo de jogos a outros jogos (jogar na rua, etc)?
- Nos centros urbanos, onde a vida está mais estratificada e muralhada, os videojogos são a versão moderna dos jogos que todas as épocas tiveram. Uma das suas atracções reside na diversidade de temas e nos mundos virtuais que permitem explorar com a ajuda do imaginário.
- O que é que os pais podem fazer para evitar (ou diminuir o tempo) que os filhos joguem videojogos?
- Uma boa agenda de actividades, com os tempos distribuídos de forma razoável, poderá ajudar a impedir abusos e dependências. Quanto mais cedo se criar a referida agenda mais fácil é torná-la num hábito saudável.
- Qual o tempo máximo recomendado por dia para dedicar a esta actividade?
- Não mais de 2 horas por dia como tempo máximo para os maiores de 14 anos. Menor carga de tempo para os mais pequenos.
- Como saber quando os videojogos se tornam um vício? Quais as consequências disto?
- Sabe-se que já há vício adquirido quando o jovem se torna obstinado e joga compulsivamente, esquecendo rapidamente as suas outras tarefas e responsabilidades quotidianas. As consequências são várias, podendo afectar as aprendizagens, a motivação para estudar, a sociabilização, o sono e a saúde em geral, etc.

1.Dislexia ou incompetência?

Frequentemente chegam-nos crianças com o diagnóstico de "disléxicas". A razão principal reside no facto de terem muita dificuldade em ler correctamente mesmo passados dois ou três anos desde a sua entrada na escola.
Felizmente, muitas destas crianças não são, na verdade, disléxicas no sentido correcto do termo o qual se pode difinir como uma "incapacidade persistente para a leitura" devido a problemas neurológicos como a deficiência da percepção visual (não da "visão"), entre outros. Muitas outras, rotuladas como "disléxicas", têm um problema que reside no "processamento da linguagem falada", o qual provoca dificuldades na aprendizagem da leitura devido à hiperactividade do hemisfério direito do cérebro e à hipoactividade do hemisfério esquerdo. Outras têm "deficiência motora fina" que gera dificuldade em controlar os pequenos músculos das mãos, o que as leva a ter "disgrafia", o que não ajuda na aprendizagem da leitura (se escreverem mal, lêem mal). Outras ainda são crianças que sofrem de hipoactividade dos lobos frontais, problema que gera impulsividade e desatenção frequentes, cometendo erros de leitura. Mais ainda são aquelas cujo único (mas sério) problema reside numa deficiente aprendizagem da leitura nos dois primeiros anos de aulas por razões meramente pedagógicas, falta de treino, etc. Não nos esqueçamos que a maioria das turmas do 1º Ciclo estão sobrelotadas, com mais de 15 alunos por professor!
Quanto às dislexias convem alertar que existem as "dislexias superficiais", as "dislexias profundas" e as "dislexias adquiridas" (estas devem-se, por exemplo, a lesões ocorridas no cérebro).
A maioria das crianças disléxicas (com "dislexia de desenvolvimento") tem de aprender a viver com o problema toda a vida visto que é de difícil resolução. As que apresentam "dislexia leve" podem obter melhorias graças à neuroplasticidade da zona de linguagem do cérebro que admite medidas específicas de treino e reaprendizagem da leitura através de técnicas adequadas.

A Escola da Geração Digital (Geração Net)


Digital quer dizer existência imaterial das imagens, sons, textos que podem ser entendidos como palco de possibilidades. E assim por não terem materialidade fixa, podem ser manuseados imensamente de acordo com as decisões dos usuários, que lidam com os periféricos de intercâmbio, como o "rato", o monitor, o teclado, etc.
O aluno da chamada "geração digital", aquela que se transporta da tela da televisão para a do computador, faz com que o professor da sociedade da informação (na sala de aula presencial e a distância) se conscientize de que está diante de um novo público.
O professor da geração digital tem que ter noção que o livro de papel não pode e nem deve ser abolido e nem substituído, mas no ambiente pedagógico deve articular a leitura com o hipertexto (grande divisor de águas entre a comunicação massiva e a interactiva, que democratiza a afinidade do usuário com a informação provocando uma atmosfera conversacional ).
A necessidade da interatividade diz respeito ao acontecimento da sociedade da informação e manifesta-se nos campos sociais, mercadológicos e tecnológicos.
Na escola com a interactividade, o aluno não pode mais ser passivo, olhando, ouvindo ou apenas copiando, mas interagindo, o educando inventa, transforma, constrói, acrescenta, tornando-se co-autor da situação. A interactividade diz respeito ao intercâmbio entre o usuário e as tecnologias digitais ou analógicas e às relações presenciais e virtuais entre os indivíduos humanos.
O professor deve indicar a rota do conhecimento, transformar-se em problematizador de situações, fomentador de interrogações, disponibilizador de diversos dados em redes de conexões, mediador de grupos de trabalho.
O colóquio e o conhecimento se estabelecem entre alunos e professor como co-autoria e não no trabalho individual. O professor deve mudar sua postura de contador de histórias e diante do mundo digital mudar o caminho propondo um enredo comunicacional e dialógico.
Para haver democratização da sociedade do século XXI, a grande maioria da população deverá ter acesso às tecnologias de informação, em disposição real de as utilizar, para que não se transformem em fator de exclusão social. A nova proposta pedagógica sustentada pela interatividade supõe participação, cooperação, bidirecionalidade e pluralidade de conexões entre conhecimento, informação e atores participativos. Mesmo porque a sociedade da informação se relaciona com o computador no sentido centralizador, pois atualmente tudo passa por ele, se descentralizando no hipertexto.
Devemos tomar conhecimento que já se fala em “sector quaternário”, com a intensificação dos serviços advindos da telemática, que inclui desde as televisões aos cartões de crédito, dos satélites às fibras ópticas.

Ref: Marco Silva , Sala de Aula Interativa. Autora: Amelia Hamze Educadora Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos (Brasil)
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